| Denúncia de João Cordeiro sem fundamento |
| Quarta, 29 Julho 2009 11:55 |
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Jornal SOL - 24 de Julho de 2009 Esta semana foram também remetidas a várias entidades – Ministério Publico, Ordem dos Médicos e Associação Nacional de Farmácias (ANF), entre outras – as conclusões de outro inquérito em que os visados eram também médicos e em causa estava a prescrição irregular de medicamentos. A denúncia fora feita por João Cordeiro, presidente da ANF, num debate televisivo com o bastonário dos médicos, Pedro Nunes, em Abril. Cordeiro afirmou, então, que chegavam à sua farmácia, sobretudo ao fim-de-semana, doentes com «receitas dos hospitais» (numa referência à urgência do Hospital de Cascais) indiciando uma influência «não ética» da indústria farmacêutica sobre a prescrição médica. «Mal chegam os fins-de-semana, começam a chegar dos hospitais receitas a papel químico, concretamente dos laboratórios», disse, referindo-se à Tetrafarma e à Biosaúde, que «num fim-de-semana, alcançaram as vendas de três meses». A verdade é que nem Cordeiro, ouvido pela IGAS, conseguiu confirmar estas acusações com exemplos das referidas receitas, nem o volume de prescrição de remédios dos referidos laboratórios na sua farmácia esteve sequer perto daqueles montantes… A Inspecção, soube o SOL, analisou o receituário que chegou à farmácia de Cordeiro entre Novembro de 2008 e Abril de 2009, quando este fez a denúncia. E só em dois meses há registo de terem sido aviados remédios destes laboratórios: num dos meses, foi vendido um da BIosaúde e noutro, três da Tetrafarma. Nos restantes meses, a venda destes laboratórios foi «zero» na farmácia do presidente da ANF. |